Translator - Traductor - Traduttore

Abigor





Preview



Discografia Dowload






1993-2003, 2006- Presente
Austria

Membros:

P.K. Guitars (1993-2003, 2006-present), Bass (2006-presente

T.T. Guitars, Drums (1993-2000, 2006-present), Bass (2006-presente)

A banda foi formada em 1993 por Peter Kubik e Thomas Tannenberger. Após o lançamento de várias demos, o vocalista original Tharen (Alexander Opitz) deixou a banda e foi substituído por Silenius (Michael Gregor)

Depois de sua partida, Abigor lançou mais dois álbuns antes de se separarem em 2003. Em abril de 2006, PK e TT decidiram unir forças novamente. Durante o ano seguinte, Posse Fractal foi lançado. A banda estava programada para lançar um EP de divisão em 2008 com o francês grupo de black metal  Blacklodge . Em conexão com este lançamento, Abigor foi supostamente colaborar com artista norueguês experimental   . As primeiras obras de Abigor foram vagamente inspirado por JRR Tolkien 's The Lord of the Rings . A capa do álbum em Orkblut - A retaliação é uma colagem de duas pinturas originalmente feitas por O Senhor dos Anéis da fantasia do artista Ian Miller . A capa do álbum em Canalizando o Quintessence de Satanás era originalmente pelo gravador / artista alemão Albrecht Dürer . (O cavaleiro, a morte e o diabo, 1514) A maioria dos lançamentos Abigor foram liberados pela Napalm Records . Em uma entrevista de 2007, PK explicou processo de composição da banda:


"TT e eu somos responsáveis ​​pela música, AR vai fazer as letras e vocais, é assim que funciona. Criar riffs e gravá-lo, TT também, nós nos enviar arquivos, criar músicas-estruturas ásperas até estarmos satisfeitos com o resultado de um "conceito" song/album- então começamos as gravações em Hell-Lab Studio do TT "


Fotos:






Abazagorath



Preview



Discografia Download:


1995 - Presente
Estados Unidos

Ciemność - Guitars, Keyboards
Maelstrom - Guitars, Vocals
Warhead - Drums, Vocals (1995-present)

De acordo com Nyarlathotep , Abazagorath significa "O Espírito do ódio para a humanidade".

Carente de fontes



Fotos:









A Misantropia Filosófica


O ser misantropo, uma arte de vida, uma ideologia de sociedade, uma filosofia pessoal; tão mutável quanto o vento que pode se tornar um terrível furacão, tão devastador e ao mesmo tempo, de interior calmo e tranquilo. Afinal, o que é misantropia? O que é um misantropo? A misantropia, resumidamente, é o que podemos chamar de aversão ao ser humano e a natureza humana em geral ou em algum aspecto em específico. Erroneamente é citada como a forma de odiar a humanidade de forma generalizada, porém, se pensarmos em ódio de forma generalizada pela humanidade, pois isso acabaria se tornando altamente inviável e contraditório para com o próprio misantropo.



Misantropia é a aversão ao ser humano e à natureza humana no geral. Também engloba uma posição de desconfiança e tendência para antipatizar com outras pessoas. Um misantropo é alguém que desconfia da humanidade de uma forma generalizada. A palavra vem do grego misanthropía, a junção dos termos μίσος (ódio) e άνθρωπος (homem, ser humano).




Na realidade, não existe muito o que falar sobre misantropia; palavras são miseramente resumíveis e rapidamente explicáveis, entretanto, o que interessa na misantropia não é a palavra, e sim as pessoas que a possuem. O misantropo é muitas vezes incompreendido, digo isso pelo fato de sua personalidade ser atacada com paus e pedras antes mesmo de ser analisada ou conhecida. A misantropia, como muitos casos é considerada e encaixada em uma seção de distúrbios ou problemas psicológicos de um ser; mas se analisarmos minuciosamente, ela é algo tão complexo que a sua mutabilidade se torna impossível de ser prevista ou calculada em uma pessoa.

Um dos tópicos de grande importância sobre o assunto misantropia. Os misantropos são dotados de grande inteligência, quanto maior o nível de misantropia, maior sua capacidade de raciocínio; engraçado, não?
É comprovado que misantropos possuem facilidade em determinados enigmas e desafios. O misantropo possui sempre o gosto pelo resolver um enigma, o desejo de sentir a sensação de quando se encontra uma resposta; servindo-lhes quase que como uma droga. Pessoas que apresentam QI's altos são de grande maioria, misantropos, não são todos os casos. Uma pessoa ser inteligente não a torna em um misantropo, mas um misantropo, consequentemente, é uma pessoa de inteligência elevada ao comum em áreas específicas; seja em física, astronomia, biologia, vendas, religião, etc.

Misantropos quase sempre muito fáceis de se reconhecerem através de um contato diário. O importante é não confundí-los com vigaristas, psicopatas e outras pessoas com problemas mentais graves. Ser misantropo é uma ideologia, uma tipo de ética filosófica, isso ocorre por viverem em um mundo de raciocínio tão lógico, que analisam o ser humano constantemente e sentem repulsa; são frios, mas extremamente sensíveis.

A Clavícula - Alquimia




Tratado conhecido também pelo nome de Chave Universal no qual se falará claramente indicado tudo que é necessário para fazer a Grande Obra Alquímica.
O presente tratado, Clavícula seu Apertorium, foi traduzido do Theatrum Chemicum por Albert Poisson. A tradução para português é de Rubellus Petrinus.
Prefácio
Raimundo Lúlio, filósofo e alquimista catalão, nasceu em Palma de Maiorca no ano de 1235, sendo filho de uma família muito rica. Os seus contemporâneos chamavam-lhe o iluminado. Escreveu mais de duas centenas e meia de livros. Até à idade de trinta e um anos levou uma vida turbulenta e, por causa de uma paixão violenta e infeliz, mudou radicalmente de vida; voltou a Palma, em 1266, para levar uma vida ascética e virtuosa depois de repartir os bens entre os seus filhos.
Viajou muito, em 1277 esteve em Montpelier onde escreveu vários livros e, em 1286, esteve em Roma. Daí foi para Paris, onde também escreveu várias obras, prosseguindo os seus estudos de alquimia e tendo aí conhecido um alquimista famoso, Mestre Arnaldo Vila-nova. No ano de 1291, já com trinta e seis anos, dirigiu-se a Tunis para pregar mas estabeleceu controversas com o muçulmanos. Por isso, o sultão mandou-o prender. Fugiu da prisão e embarcou para Nápoles, onde viveu vários anos dando conferências. Voltou a Roma para falar com o papa Celestino V. Desde 1299 pregou aos judeus de Maiorca, Chipre, Síria e Arménia. Regressou a Itália e a França, por onde viajou de 1302 a 1305, falando sempre em público e escrevendo. Passou à Inglaterra, alojando-se no hospital de Santa Catalina, onde escreveu uma obra de alquimia. É muito conhecida a transmutação que fez para o rei Eduardo III, de mercúrio e estanho em ouro, com que o monarca fez cunhar moedas chamadas raimundinas ou rosas nobres.
Em 1307 voltou a pregar aos mouros e visitou Hipona, Argel e Bughiah, onde pregou na praça pública. O povo enfurecido quis matá-lo. Salvou-o o mufti, mas esteve preso durante seis meses, findos os quais o embarcaram para Itália. À chegada, o barco naufragou, mas ele salvou-se. Não obstante isto, voltou a África, desembarcando outra vez em Bughiah para pregar no deserto durante dez meses. Cansado de esconder-se, em 30 de Junho de 1315, saiu para pregar na praça pública mas o povo apedrejou-o fora de portas. O seu corpo ainda com vida, foi recolhido por uns genoveses que o levaram para o seu navio. Morreu à vista de Palma. Sepultaram-no nessa cidade, na igreja de São Francisco, onde ainda hoje se pode visitar o seu túmulo.
A Clavícula é a obra alquímica mais importante de Raimundo Lúlio. Tal como outros grandes alquimistas do passado, como Alberto o Grande no Composto dos Compostos, Basílio Valentim no Último Testamento e Nicolau Flamel no Breviário, o Mestre escreveu esta obra também em linguagem clara, o que não era e ainda não é usual fazer-se.
Não obstante, esta linguagem só poderia ser entendida pelos alquimistas seus contemporâneos ou pelos sábios e estudiosos, dentre os quais haveria, também, alguns nobres. À plebe, por falta de instrução, estavam vedados esses conhecimentos.
Apesar de todos os nossos conhecimentos actuais, a compreensão desta obra, mesmo em linguagem clara, continua, como outrora, vedada à maioria das pessoas, mesmo àquelas que possuam formação académica superior, inclusivamente em química.
Para a poder compreender, é absolutamente necessário conhecer a terminologia espagírica daquela época, isto é, os nomes comuns das matérias, dos vasos e utensílios e o modus operandi.
É por aqui que terão de começar aqueles que estiverem interessados em tentar fazer a obra alquímica de Raimundo Lúlio.
Por fim, não queremos terminar este prefácio sem dar alguns conselhos úteis aos filhos da Arte: todas as matérias referidas nesta obra alquímica, que, no nosso entender, nos parece verdadeira, deverão ser canónicas, quer dizer, ser tanto quanto possível de origem natural e tratadas como manda a Arte.
O vitríolo deverá ser extraído das águas dos pequenos lagos artificiais provenientes das águas pluviais infiltradas nas minas a céu aberto de pirite e de calcopirite; o cinábrio, proveniente do sulfureto natural de mercúrio bem como o respectivo azougue comum; o salitre de origem animal ou revivificado; o sal comum, tal como foi extraído das salinas marinhas; o tártaro, retirado directamente dos tonéis de vinho e tratado segundo a Arte e, por fim, o espírito de vinagre destilado a partir do vinagre forte de vinho.
Rubellus Petrinus.

A Clavícula

Chamamos Clavícula a esta obra porque sem ela é impossível compreender os outros nossos livros, cujo conjunto abrange a Arte inteira, uma vez que as nossas palavras são obscuras para os ignorantes.
Escrevemos numerosos tratados, muito extensos, mas divididos e obscuros, como se pode ver pelo Testamento, onde falo dos princípios da natureza e de tudo o que se relaciona com a arte, mas o texto foi submetido ao martelo da Filosofia. O mesmo sucede com o meu livro Do Mercúrio dos Filósofos, no segundo capítulo: da fecundidade dos minérios físicos e, igualmente, com o meu livro Da Quinta-essência do ouro e da prata, o mesmo, enfim, com todas as minhas outras obras onde a arte é tratada de um modo completo, salvo que sempre ocultei o segredo principal.
Ora bem, sem esse segredo, ninguém pode entrar nas minas dos filósofos e fazer algo de útil. Por isso, com a ajuda e permissão do Altíssimo, que se aprazeu em revelar-me a Grande Obra, falarei aqui da Arte sem ficção. Mas cuidai-vos de revelar este segredo aos maus; não o comuniqueis senão aos vossos amigos íntimos, ainda que não deveis revelá-lo a ninguém, porque é um dom de Deus, que com ele presenteia a quem lhe parecer bom. Aquele que o possua terá um tesouro eterno.
Aprendei pois, a purificar o perfeito pelo imperfeito. O Sol é o pai de todos os metais, a Lua é a sua mãe, ainda que a Lua receba a sua luz do Sol. Destes dois planetas depende todo o Magistério.
Segundo Avincena, os metais não podem ser transmutados senão depois de terem sido reconduzidos à sua matéria primeira, o que é certo. De modo que necessitarás reduzir primeiramente os metais a Mercúrio; mas não falo aqui do mercúrio corrente, volátil, falo do Mercúrio fixo, porque o mercúrio vulgar é volátil, pleno de frigidez fleumática, é indispensável que seja reduzido pelo Mercúrio fixo, mais quente, mais seco, dotado de qualidades contrárias às do mercúrio vulgar.
Por isso, vos aconselho, oh meus amigos!, que não trabalheis com o Sol e a Lua, senão depois de tê-los reduzido à sua matéria primeira, O Enxofre e o Mercúrio dos filósofos.
Oh, meus filhos! aprendei a servir-vos desta matéria venerável, porque vos advirto, debaixo da fé do juramento, se não extraís o Mercúrio destes metais, trabalhareis como cegos na obscuridade e na dúvida. Por isso, oh filhos meus!, vos conjuro a que sigais até à luz com os olhos abertos e não tombeis como cegos da perdição.
CAPÍTULO I
Diferenças do Mercúrio Vulgar e do Mercúrio Físico
Nós dizemos: o mercúrio vulgar não pode ser o Mercúrio dos Filósofos, por qualquer artifício com que tenha sido preparado, porque o mercúrio vulgar não pode suportar o fogo, senão com ajuda de um Mercúrio diferente dele, corporal, que seja quente, seco e mais digerido. Por isso, digo que o nosso Mercúrio físico é de uma natureza mais quente e fixa do que o mercúrio vulgar. O nosso Mercúrio corporal converte-se em fluido que não molha as mãos; quando se junta ao mercúrio vulgar, unem-se e penetram-se tão bem com ajuda de um laço de amor, que é impossível separar um do outro, como sucede com a água misturada com a água. Tal é a lei da Natureza. O nosso Mercúrio penetra o mercúrio vulgar e mescla-se com ele, dessecando a sua humidade fleumática, tirando-lhe a sua frigidez, o qual se torna negro como carvão e, finalmente o faz cair em pó.
Fixa bem que o mercúrio vulgar não pode ser empregado no lugar do nosso Mercúrio físico, o qual possui o calor natural no grau devido; por isso mesmo, o nosso Mercúrio comunica a sua própria natureza ao mercúrio vulgar.
Além disso, o nosso Mercúrio, depois da sua transmutação, transforma os metais em metal puro, quer dizer, em Sol ou Lua, como o demonstramos na segunda parte da nossa Prática. Mas faz algo mais notável ainda, transforma o mercúrio vulgar em medicina, capaz de transmutar os metais imperfeitos em perfeitos.
Transforma o mercúrio vulgar em verdadeiro Sol e verdadeira Lua, melhores do que os que saem da mina. Fixai-vos, também, em que o nosso Mercúrio físico pode transmutar cem marcos e mais, até ao infinito, tudo o que se possua de mercúrio ordinário, a menos que este falte.
Também desejo que saibas outra coisa; o Mercúrio não se combina facilmente e nunca perfeitamente com os outros corpos, se estes não forem previamente levados à sua espécie natural. Por isso, quando desejares unir o Mercúrio ao Sol ou à Lua vulgar, necessitarás, antes de tudo, de reduzir esses metais à sua espécie natural, que é o mercúrio ordinário, isto com a ajuda do laço de amor natural; então o Macho une-se à Fêmea.
Assim, o nosso Mercúrio é activo, quente e seco, enquanto que o mercúrio vulgar é frio, húmido e passivo como a fêmea que permanece na casa num calor moderado até à obumbração. Então, esses dois mercúrios ficam negros como o carvão; aí está o segredo da verdadeira dissolução. Depois, unem-se entre si, de tal modo que é quase impossível separá-los. Apresentam-se, então, sob a forma de um pó muito branco e engendram filhos machos e fêmeas, pelo verdadeiro laço do amor. Esses filhos machos e fêmeas multiplicam-se até ao infinito, segundo a sua espécie, porque de uma onça desse pó, pó de projecção, elixir vermelho, farás Sois em número infinito e transmutarás em Lua toda a espécie de metal saído da mina.
CAPÍTULO II
Extracção do Mercúrio do Corpo Perfeito
Toma uma onça de cal de Lua copelada, calcinai-a segundo o modo descrito no final desta obra sobre o Magistério. Esta cal será em seguida reduzida a pó fino sobre uma placa de pórfiro. Embeberás este pó duas, três, quatro vezes ao dia com bom óleo de tártaro preparado do modo descrito no final desta obra; depois, farás secar ao Sol. Continuarás, assim, até que a dita cal tenha absorvido quatro ou cinco partes de óleo, tomando por unidade a quantidade de cal; pulverizarás o pó sobre o pórfiro como te disse, depois de tê-lo dessecado, porque assim se reduz mais facilmente a pó. Quando tenha sido bem porfirizada introduz-se num matrás de colo comprido.
Juntareis o nosso mênstruo fétido feito com duas partes de vitríolo rubificado e uma parte de salitre; de antemão, tereis destilado este mênstruo sete vezes e tê-lo-eis rectificado bem, separando-o das suas impurezas terrosas de tal modo que, finalmente, o dito mênstruo seja completamente essencial.
Então, lutar-se-á perfeitamente o matrás e pôr-se-á no fogo de cinzas com alguns carvões, até que se veja ferver a matéria e dissolver-se. Finalmente, destilar-se-á sobre cinzas, até que todo o mênstruo tenha passado e aguardar-se-á que a matéria arrefeça.
Quando o vaso estiver completamente frio, abrir-se-á, colocando-se a matéria noutro vaso, bem limpo, provido do seu capitel perfeitamente lutado. Colocar-se-á tudo sobre cinzas num forno. Quando o luto do vaso estiver seco, aquecer-se-á, primeiro, suavemente, até que toda a água da matéria sobre a qual se tenha operado tenha passado ao recipiente.
Depois, aumentar-se-á o fogo para dessecar completamente a matéria e exaltar os espíritos fétidos que passarão para o capitel e daí para o recipiente. Quando virdes chegar a operação a este ponto, deixareis arrefecer o vaso diminuindo pouco a pouco o fogo. Já arrefecido o matrás, retirareis dele a matéria que reduzireis a pó subtil, no pórfiro. Colocareis o pó impalpável assim obtido numa vasilha de barro bem cosido e cuidadosamente vidrada. Depois, vertereis em cima água corrente fervendo, removendo com um pau bem limpo até que a mistura seja espessa como mostarda.
Removei com uma varinha, até que vejais aparecer alguns glóbulos de mercúrio na matéria; rapidamente haverá bastante quantidade dele, segundo o que empregaste de corpo perfeito, quer dizer, de Lua. Quando tiverdes uma grande quantidade, deitai-lhe de tempos a tempos água fervendo, removendo até que toda a matéria se reduza a um corpo semelhante ao mercúrio vulgar. Tirar-se-ão as impurezas terrosas com água fria, secar-se-á sobre um lenço e passar-se-á através de uma pele de camurça. Então, vereis coisas admiráveis.
CAPÍTULO III
Da Multiplicação do Nosso Mercúrio
Em nome do Senhor. Amen.
Toma três gros de Lua pura em Lâminas ténues; fazei um amálgama com quatro gros de mercúrio vulgar bem lavado. Quando o amálgama estiver feito, colocai-o num pequeno matrás que tenha um colo de pé e meio de comprido.
Tomai, em seguida o nosso Mercúrio extraído antes do corpo lunar e colocai-o sobre o amálgama feito com o corpo perfeito e o mercúrio vulgar; lutai o vaso com o melhor luto que seja possível e fazei secar. Feito isto, agitai fortemente o matrás para mesclar bem o amálgama e o mercúrio. Depois, colocai o vaso onde se encontra a matéria num pequeno forno sobre um fogo de alguns carvões; o calor do forno não deve ser superior ao do Sol, quando se encontra no signo do Leão. Um calor mais forte destruiria a vossa matéria; continuai, assim, esse grau de fogo, até que a matéria se ponha negra como o carvão e espessa como papa.
Mantende a mesma temperatura até ao momento em que a matéria tome uma cor cinzento escuro; quando aparecer o cinzento, aumentar-se-á o fogo um grau, que será duas vezes mais forte; manter-se-á assim, até que a matéria comece a branquear e se ponha de uma brancura esplendorosa. Aumentar-se-á o fogo mais um grau e manter-se-á neste terceiro grau até que a matéria seja mais branca que a neve e fique reduzida a pó mais branco e mais puro que a cinza.
Tereis, então a Cal viva dos Filósofos e o seu minério sulfuroso que os filósofos ocultaram tão bem.
CAPÍTULO IV
Propriedade da Cal dos Filósofos
Esta cal converte uma quantidade infinita de mercúrio vulgar em pó muito branco, que pode ser reduzido a prata verdadeira quando se une a qualquer outro corpo, como a Lua.
CAPÍTULO V
Multiplicação da Cal dos Filósofos
Toma o vaso com a matéria, junta-lhe duas onças de mercúrio vulgar bem lavado e seco; luta cuidadosamente e põe de novo o recipiente onde estava anteriormente. Regula e governa o fogo segundo os graus um, dois e três, como antes se explicou, até que tudo fique reduzido a um pó muito branco; poderás, assim, aumentar a tua Cal até ao infinito.
CAPÍTULO VI
Redução da Cal Viva a Verdadeira Lua
Tendo preparado, assim, uma grande quantidade da nossa Cal viva ou minério, toma um cadinho novo sem a tampa; mete-lhe uma onça de Lua pura e, quando estiver fundida, junta-lhe quatro onças do teu pó aglomerado em pílulas. As pequenas bolas pesarão, cada uma, um quarto de onça. Deitar-se-ão uma a uma sobre a Lua em fusão, continuando um fogo violento, até que todas as pílulas estejam fundidas; aumentar-se-á mais o fogo, para que tudo se mescle perfeitamente; verter-se-ão, por fim numa lingoteira.
Terás, assim cinco onças de prata mais pura que a natural; poderás multiplicar o teu minério físico segundo o teu desejo.
CAPÍTULO VII
Da Nossa Grande Obra ao Branco e ao Vermelho
Reduzi a Mercúrio, como se disse anteriormente, a vossa Cal viva extraída da Lua. Esse é o nosso Mercúrio secreto. Tomai quatro onças da nossa cal extraí o Mercúrio da Lua, como fizestes antes. Recolhereis, pelo menos, três onças de Mercúrio que poreis num pequeno matrás de colo comprido, como se indicou.
Fazei, depois, um amálgama de uma onça de verdadeiro Sol com três onças de mercúrio vulgar e colocai-a sobre o Mercúrio da Lua. Agitai fortemente para mesclar bem. Lutai o recipiente com cuidado e colocai-o num forno, regulando o fogo no primeiro, segundo e terceiro graus.
No primeiro grau, a matéria tornar-se-á negra como o carvão; então, diz-se que há eclipse do Sol e da Lua. É uma verdadeira conjunção que produz um filho, o Enxofre, cheio de sangue temperado.
Após esta primeira operação, prossegue-se com o fogo do segundo degrau, até que a matéria fique cinzenta. Depois, passa-se ao terceiro grau, até ao momento em que a matéria apareça perfeitamente branca. Aumenta-se, então, o fogo até que a matéria se volva vermelha como o cinábrio e fique reduzida a cinzas vermelhas. Poderás reduzir esta Cal a Sol muito puro, realizando as mesmas operações que foram feitas para a Lua.
CAPÍTULO VIII
Da Maneira de Transformar a Referida Pedra Numa Medicina que Transmuta Toda a Espécie de Metal em Verdadeiro Sol e Verdadeira Lua e, Sobretudo, o Mercúrio Vulgar em Metais Mas Puro que o que Sai das Minas
Depois da sua primeira resolução a nossa Pedra multiplica cem partes de matéria preparada e, depois da segunda, mil. Multiplicar-se-á dissolvendo, coagulando, sublimando e fixando a nossa matéria, que desse modo pode acrescentar-se indefinidamente em quantidade e em qualidade.
Tomai um pouco do nosso minério branco, dissolvei-o no nosso mênstruo fétido, que é chamado vinagre branco no nosso Testamento, no capítulo em que dizemos: «Toma um pouco de bom vinho bem seco, põe ali a Lua, quer dizer, a Água verde e C, seja o salitre...» Mas não nos dispersemos; tomai quatro onças da nossa Cal viva e dissolvei-as no nosso mênstruo; vê-la-eis converter-se em água verde. Em separado, em treze onças do mesmo mênstruo fétido dissolvereis quatro onças do mercúrio vulgar bem lavado e, quando estiver terminada a dissolução, mesclareis as duas dissoluções; deitai-as num vaso hermeticamente selado, fazei digerir em estrume de cavalo trinta dias, depois destilai em banho-maria, até que não passe nada. Voltai a destilar com fogo de carvão, a fim de extrair o óleo. A matéria que restará será negra. Tomai esta e destilai durante horas sobre cinzas, num pequeno forno. Quando o vaso estiver frio, abri-o e deitai-lhe a água que antes foi destilada a banho-maria. Lavai bem a matéria com essa água. Destilai, depois, o mênstruo em banho-maria; recolhei toda a água que passar, juntai-a ao óleo e destilai sobre cinzas, como se disse. Repeti essa operação até ao momento em que a matéria fique no fundo do matrás, negra como o carvão.
Filho da ciência, então terás a Cabeça do corvo que os Filósofos tanto procuraram, sem a qual não pode existir o magistério. Por isso, oh meu filho!, lembra-te da divina Ceia de Nosso Senhor Jesus Cristo que morreu, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia à luz na terra eterna. Aprende, oh meu filho que nada pode viver sem que antes tenha morrido. Toma, portanto, o teu corpo negro, calcina-o no mesmo vaso durante três dias e deixa-o arrefecer depois.
Abre-o e encontrarás uma terra esponjosa e morta que conservarás até que seja necessário unir o corpo à alma. Tomarás a água que foi destilada em banho-maria e a destilarás várias vezes seguidas, até que seja bem purificada e reduzida a uma matéria cristalina.
Embebe, então, o teu corpo, que é a terra negra, com a sua própria água, humedecendo-a pouco a pouco e aquecendo tudo, até que o corpo fique branco e resplandecente. A água, que vivifica e clarifica, penetrou o corpo. Tendo lutado o vaso, aquecerás violentamente durante doze horas, como se quisesses sublimar o mercúrio vulgar. Arrefecido o vaso, abri-lo-ás e encontrarás a tua matéria sublimada branca; é a nossa Terra Selada, é o nosso corpo sublimado elevado a uma alta dignidade, é o nosso Enxofre, nosso Mercúrio, nosso Arsénico, com o qual aquecerás o nosso Ouro; é o nosso fermento, a nossa cal viva, que engendra em si o Filho do fogo que é o Amor dos filósofos.
CAPÍTULO IX
Multiplicação do Enxofre Supra- Citado
Coloca esta matéria num forte matrás e deita-lhe em cima um amálgama feito com Cal viva da primeira operação, aquela que reduzimos a prata. Este amálgama faz-se com três partes de mercúrio vulgar e uma parte da nossa Cal; mesclareis e aquecereis sobre cinzas. Vereis a matéria agitar-se; aumentareis, então o fogo e, em quatro horas, a matéria ficará sulfurosa e muito branca. Logo que ela tenha sido fixada, coagulará e fixará o Mercúrio; uma onça de matéria converterá cem onças de mercúrio em verdadeira medicina; em seguida, actuará sobre mil onças, e assim sucessivamente.
CAPÍTULO X
Fixação do Enxofre Multiplicado
Tomar-se-á o enxofre Multiplicado, colocar-se-á num matrás e deitar-se-á em cima o óleo que se apartou aquando da separação dos elementos.
Deitar-se-á óleo, até que o enxofre fique mole. Depois, fundir-se-á sobre cinzas, aquecendo ao segundo e terceiro graus, até à brancura, inclusivamente. Então, abrir-se-á o vaso e encontrar-se-á uma placa cristalina e branca. Para a ensaiar, colocar um fragmento sobre uma placa quente e se ela escorrer sem produzir fumo, está bem. Então, projecta uma parte sobre mil de mercúrio e este será completamente transmutado em Prata. Mas se a medicina for infusível e não escorrer, coloca-a num cadinho e verte por cima óleo gota a gota, até que a medicina escorra como cera. Então será perfeita e transmutará mil partes de mercúrio e mais, até ao infinito.
CAPÍTULO XI
Redução da Medicina Branca em Elixir Vermelho
Em nome do Senhor, toma quatro onças da lâmina mencionada, dissolve-a na Água da Pedra que conservaste. Quando a dissolução estiver concluída, põe a fermentar em banho-maria durante nove dias. Então, toma duas partes, em peso, da nossa Cal vermelha e junta-as no vaso, a fermentar de novo durante nove dias. Em seguida, destilarás em banho-maria num alambique, depois sobre cinzas, regulando o fogo no primeiro grau, até ao momento em que a matéria fique negra. Esta é a nossa segunda dissolução e o nosso eclipse do Sol com a Lua, o signo da verdadeira dissolução e da conjunção do macho com a fêmea.
Aumenta o fogo até ao segundo grau, de maneira que a matéria fique amarela. Em seguida, aumentar-se-á o fogo ao quarto grau, até que a matéria funda como a cera e tenha cor de jacinto. É então, uma matéria nobre e uma medicina real que cura prontamente as doenças e transmuta toda a espécie de metal em ouro puro, melhor que o ouro natural.
Agora, damos graças ao Salvador que, na glória dos céus, reina um e três, na eternidade.
CAPÍTULO XII
Resumo do Magistério
Demonstrámos que tudo o que encerra este trabalho é verdadeiro, porque vimos com os nossos próprios olhos, operámos nós mesmo e tocámos com as nossas próprias mãos. Vamos, agora, sem alegorias e brevemente resumir a nossa Obra.
Tomámos, pois, a Pedra que dissemos, sublimámo-la com a ajuda da natureza e da arte e a reduzimos em Mercúrio. A este Mercúrio juntar-se-á o Corpo branco que é de uma natureza semelhante e cozer-se-á até que se tenha preparado o verdadeiro minério.
Este minério multiplicar-se-á à nossa vontade. A matéria será de novo reduzida a Mercúrio que dissolvereis no nosso Mênstruo até que a Pedra fique volátil e separada de todos os elementos. Enfim, purificar-se-á perfeitamente o corpo e a alma. Um calor natural e temperado permitirá, em seguida, obter a conjugação do corpo e da alma. A pedra converter-se-á em minério; continuar-se-á o fogo, até que a matéria fique branca, denominando-la Enxofre e Mercúrio dos filósofos; é então que, pela violência do fogo, o fixo se faz volátil como o volátil será despojado dos seus princípios grosseiros e sublimado mais branco que a neve. Rejeitar-se-á o que resta no fundo do vaso, porque não serve para nada. Tomai, agora, o nosso Enxofre, que é o óleo do qual já falei e multiplicai-o num alambique, até que seja reduzido a pó mais branco que a neve. Fixar-se-ão os pós, multiplicados pela natureza da arte, com a Água, até que ensaiados ao fogo, se fundam sem fumo, como a cera.
É necessário, então, juntar a água da primeira solução; estando tudo dissolvido, juntar-se-á qualquer coisa de amarelo, que é o ouro, unir-se-á e destilar-se-á todo o espírito.
Finalmente, aquecer-se-á nos primeiro, segundo, terceiro e quarto graus até que o calor faça aparecer a verdadeira cor de jacinto e que a matéria fixa se torne fusível. Projectarás esta matéria sobre mil partes de mercúrio vulgar e será transmutado em ouro fino.
CAPÍTULO XIII
Calcinação da Lua para a Obra
Tomai uma onça de Lua fina copelada e três onças de mercúrio. Amalgamai, aquecendo primeiramente a prata em lamelas num cadinho e juntando-lhe em seguida o mercúrio; revolvei tudo com uma vareta continuando a aquecer bem. Este amálgama colocar-se-á, em seguida, no vinagre com sal; moer-se-á tudo com um pilão num almofariz de madeira, lavando e retirando as impurezas. Cessar-se-á quando o amálgama for perfeito. Depois, lavar-se-á com água comum quente e limpa e passar-se-á através de um pano bem limpo.
O que fica no pano, sendo a parte mais essencial do corpo, mesclar-se-á com três partes de sal, moendo bem e lavando. Calcinar-se-á, enfim, durante doze horas. Recomeçar-se-á a moer com sal, e isto por três vezes, renovando cada vez o sal.
Então, pulverizar-se-á a matéria de maneira a obter um pó impalpável; lavar-se-á com água quente até que todo o sabor salgado tenha desaparecido. Enfim, passar-se-á através de um filtro de algodão, dissecar-se-á e ter-se-á a Cal branca. Colocar-se-á de reserva, a fim de se servir logo que seja necessário, para que a humidade não a altere.
CAPÍTULO XIV
Procedimento Para Preparar o Óleo de Tártaro
Tomai bom tártaro, cuja fractura seja brilhante, calcinai-o num forno de revérvero durante dez horas; em seguida, colocai-o sobre uma pedra-mármore, depois de o ter pulverizado e deixai-o num lugar húmido; converte-se num líquido oleoso. Logo que esteja completamente liquefeito, passai-o através de um filtro de algodão. Conservai-o cuidadosamente, servir-vos-á para embeber a vossa cal.
CAPÍTULO XV
Mênstruo Fétido Para Reduzir a Nossa Cal Viva em Mercúrio, Depois de Tê-la Dissolvido, Logo que Ela Tenha Sido Imbebida com Óleo de Tártaro
Tomai duas libras de vitríolo, uma libra de salitre e três onças de cinábrio. Rubifica-se o vitríolo, pulveriza-se, depois junta-se-lhe o salitre e o cinábrio, moem-se todas estas matérias juntas e põe-se num aparelho destilatório, bem lutado.
Destilar-se-á, primeiramente a fogo lento, o que é necessário, como sabem aqueles que já fizeram esta operação. A água destilará abandonando as suas impurezas que ficarão no fundo da cucúrbita; tereis, assim, um excelente mênstruo.
CAPÍTULO XVI
Outro Mênstruo Fétido para Servir de Dissolvente à Pedra
Tomai três libras de vitríolo romano rubificado, uma libra de salitre, três onças de cinábrio; moei todas estas matérias juntas, sobre mármore, Depois, colocai-as num grande e sólido matrás, juntai-lhe Espírito de vinho e colocai-as durante quinze dias no estrume de cavalo. Em seguida, destilar-se-á docemente, para que toda a água passe para o recipiente. Depois, aumentar-se-á o fogo, até que o capitel seja levado ao branco, deixar-se-á arrefecer, em seguida. Retirar-se-á o vaso receptor que se cerrará perfeitamente com cera e guardar-se-á.
Observai que este mênstruo deve ser rectificado sete vezes, rejeitando, de cada vez, o resíduo. Só depois disto será bom para a obra.
GLOSSÁRIO
Medidas de peso
Escruplo - Antiga medida de peso correspondente a 1,296g.
Grão - Medida de peso correspondente a 0,0648g.
Gros - Antiga medida de peso equivalente a 3,55g.
Libra - Unidade de massa equivalente a 453,59 (Inglaterra).
Lots - Antiga medida de peso alemã equivalente a 14,17g.
Marco - Antiga medida de peso para o ouro e para a prata, correspondente a 16,6g.
Onça - Medida de peso equivalente a 28,349g.

Introndução à Alquimia








Alquimia é uma prática antiga que combina elementos da Química, Antropologia, Astrologia, Magia, Filosofia, Metalurgia, Matemática, Misticismo e Religião. Existem quatro objetivos principais na sua prática. Um deles seria a transmutação dos metais inferiores ao ouro; o outro a obtenção do Elixir da Longa Vida, um remédio que curaria todas as coisas e daria vida longa àqueles que o ingerissem. Ambos os objetivos poderiam ser notas ao obter a Pedra Filosofal, uma substância mística. O terceiro objetivo era criar vida humana artificial, os homunculi. O quarto objetivo era fazer com que a realeza conseguisse enriquecer mais rapidamente (este último talvez unicamente para assegurar a sua existência, não sendo um objetivo filosófico). É reconhecido que, apesar de não ter caráter científico, a Alquimia foi uma fase importante na qual se desenvolveram muitos dos procedimentos e conhecimentos que mais tarde foram utilizados pela Química. A Alquimia foi praticada na Mesopotâmia, Egito Antigo, Mundo Islâmico, América Latina Pré-Histórica, Egito, Coreia, China, Grécia Clássica, Kiev e Europa, e mesmo entre os Aborígenes.




A ciência: O conhecimento científico sistematizado é uma conquista recente da humanidade: tem apenas 300 anos e surgiu com a revolução galileana. Isto não significa que não existia um saber rigoroso antes desta data pois já na Grécia Antiga, era desejado separar o mito do saber comum. Sócrates preocupava-se com a definição dos conceitos para atingir a essência das coisas. Já Platão indicava que o conhecimento do sábio deveria partir da doxa (opinião) até à episteme (ciência). Mas a ciência grega ainda se encontrava vinculada à filosofia, da qual só se separa quando procura seu próprio método, o que vai ocorrer apenas na idade moderna. A ciência moderna nasce com a determinação de um objeto específico de estudo e de um método para realizar este estudo. O saber comum difere-se do saber científico pelo seu nível de abstração. O saber científico é mais amplo, permitindo que se chegue a uma generalização de um determinado fenômeno. Os dados obtidos pelo saber científico são passíveis de relacionamento, de forma que a interpretação dos mesmos torna-se mais completa e esclarecedora. A objetividade é um dos itens que caracterizam a ciência. Assim, as interpretações feitas cientificamente devem ser possíveis de serem verificadas por qualquer outro cientista, em qualquer outro lugar do mundo, livrando-se deste modo, o papel emotivo que pode dar um caráter subjetivo à algum fenômeno. Para tornar a ciência objetiva e precisa, foi necessária a criação de uma linguagem rigorosa onde são evitadas as ambigüidades e a utilização da matemática começou a aparecer na transformação das qualidades em quantidades. A “matematização” iniciou-se com Galileu ao estabelecer uma relação entre espaço e tempo em sua “lei da queda de corpos”. A observação e a experimentação começam a ser fundamentos da ciência moderna. O uso de instrumentos e seu aperfeiçoamento mostrou a necessidade da realização de medidas, o que está intimamente ligado à matematização referida acima. Mesmo com todas estas características que tornam a ciência rigorosa, seu conhecimento não é infalível já que envolve modelos que se aproximam da realidade mas que podem ser abandonados ou melhorados. A forma de tratar a realidade pela ciência permite a previsibilidade de um determinado fenômeno, aumentando assim um maior poder na transformação da natureza pelo homem. Isto, por sua vez, impulsiona o desenvolvimento tecnológico que pode representar uma ajuda ou obstáculo para o próprio homem. De qualquer modo, não é possível um trabalho científico que procura o “saber pelo saber”, o cientista tem um dever social que não pode ser abdicado, ou estaria sendo um negligente com a própria humanidade.




A ideia da transformação de metais em ouro, acredita-se estar diretamente ligada a uma metáfora de mudança de consciência. A pedra seria a mente "ignorante" que é transformada em "ouro", ou seja, sabedoria. Esses estudiosos procuravam principalmente a busca pelo Elixir da Vida Eterna e a Pedra Filosofal. Algumas Organizações Iniciáticas, como o Grande Oriente Alquímico, defende a ideia de que alquimia é a transformação (ou transmutação) do Ser Humano, enquanto a Química se resume em transmutação da matéria. Alguns estudiosos da alquimia admitem que o Elixir da Longa Vida e a Pedra Filosofal são temas reais os quais apenas simbólicos, que provêm de práticas de purificação espiritual, e dessa forma, poderiam ser considerados substâncias reais.

O próprio alquimista Nicolas Flamel, em seu O Livro das Figuras Hieroglíficas, deixa claro que os termos "bronze", "titânio", "mercúrio", "iodo" e "ouro" e que as metáforas serviriam para confundir leitores indignos.

Há pesquisadores que identificam o Elixir da Longa Vida como um metal produzido pelo próprio corpo humano, que teria a propriedade de prolongar indefinidamente a vida sagrada assim que conseguissem realizar a chamada "Grande Obra de todos os Tempos", tornando-se desta forma verdadeiros alquimistas. Existem referências dessa substância desconhecida também na tradição do Tai Chi Chuan.



Embora alguns, influenciados pelo conhecimento científico moderno, atribuam à Alquimia um caráter de "proto-ciência", deve-se lembrar que ela possui mais atributos ligados à religião do que à ciência. Parte desta confusão de tratar a Alquimia como proto-ciência é consequência da importância que, nos dias de hoje, se dá à Alquimia física (que manipulava substâncias químicas para obter novas substâncias), particularmente como precursora da Química. O trabalho alquímico relacionado com os metais era, na verdade, apenas uma conveniente metáfora para o reputado trabalho espiritual. Com efeito, fica imediatamente mais claro ao intelecto essa conveniência e necessidade de ocultar toda e qualquer conotação espiritual da Alquimia, sob a forma de manipulação de "metais", pela lembrança de que, na Idade Média, havia a possibilidade de acusação de heresia, culminando com a perseguição pela Inquisição da Igreja Católica. Como ciência oculta, a alquimia reveste-se de um aspecto desconhecido, oculto e místico. A própria transmutação dos metais é um exemplo deste aspecto místico da Alquimia. Para o alquimista, o universo todo tendia a um estado de perfeição. Como, tradicionalmente, o ouro era considerado o metal mais nobre, ele representava esta perfeição. Assim, a transmutação dos metais inferiores em ouro representa o desejo do alquimista de auxiliar a natureza em sua obra, levando-a a um estado de maior perfeição. A alquimia vem se desenvolvendo nos tempos modernos. Portanto, a alquimia é uma arte filosófica, que busca ver o universo de uma outra forma, encontrando nele seu aspecto espiritual e superior.





A alquimia representou uma exceção à tradição medieval, pois apesar de suas interpretações ainda serem influenciadas pelo misticismo, introduziu a valorização das práticas manuais e da observação, tão desdenhadas na Idade Média. O legado da alquimia pode ser notado quando a química adquire contornos de ciência moderna e objetiva. As operações experimentais realizadas pelos alquimistas juntamente com os materiais utilizados foram mantidas não importando mais a forma subjetiva de interpretar os fenômenos.

Behexen




Preview



Discografia Download
http://thepiratebay.se/torrent/8824860/Behexen_-_all_4_full-length_albums


1996 - Presente

Finlândia


Membros:

Horns - Drums (1996-present)

Hoath Torog - Vocals (1996-present)

Shatraug - Guitars (2009-present)

Wraath - Guitars (2009-present)




Behexen foi fundado em 1994. Eles adotaram uma abordagem mais tradicional de black metal, incorporando características cruas. O primeiro lançamento de longa-metragem foi Rituale Satanum, lançado em 2000 e seguido por By the Blessing of Satan em 2004. Eles também lançaram uma divisão com Horna (12 "LP ​​limitado a 500 e CD 1000 peças) e um conjunto de 3 vinil "From the Devil's Chalice" (limitado a 666 cópias). A banda adota um tema altamente satânico em sua música e torna mais óbvio do que muitas outras bandas de black metal. Behexen excursionou pela Europa em 2005, como um ato de apoio ao Archgoat . 


O vocalista e letrista Hoath Torog se identifica como um satanista do caminho da mão esquerda (L.H.P.) e explicou em uma entrevista de 2013, "Behexen é uma ferramenta mágica e canal formado em 1995, que traz as vozes de nossos deuses, para ser ouvido, e funciona como um intermediário para suas emanações destrutivos sobre neste mundo. Nossa jornada levou quase vinte anos, e incluiu muitas fases, mas hoje nosso templo brilha a luz de nosso senhor mais brilhante do que nunca. " Behexen afirmou que eles não estão a espalhar quaisquer ideologias do satanismo tradicional, mas usar a banda como uma ferramenta para "formar o conhecimento próprio" e que aqueles que carregam a chama negra vai encontrar seu trabalho prazeroso.

Em relação influências de Behexen, Hoath declarou muito vagamente que tudo é"esotérico e exotérico que nos rodeia pode nos inspirar. Livros, ocultismo, magia, morte, música ... Todas as coisas que ouvimos, ver e experimentar pode alimentar a nossa inspiração." O nome original de Behexen, Senhores da mão esquerda, foi inspirado por um título da música Samhain com o mesmo nome.



Fotos:





Azaghal

logo Azaghal (FIN)




Preview




Discografia Download


1995 - Presente

Finlândia




Membros: 

Narqath - Guitarras, baixo, vocais, teclados (1995-presente) 

JL Nokturnal Guitars (2001-presente),

Niflungr Vocais, Baixo (2009-presente)  

Lima (Jonas Pykälä-Aho) Bateria (2012-presente)





A banda foi originalmente chamado Belfegor , e eles lançaram uma demo. Depois que eles se separaram, mas voltaram em 1997 como Nargoventor. Logo depois, eles mudaram o nome para Azaghal, que é um nome de um rei anão na mitologia de Tolkien.

Azaghal foi formada em 1995 pelo guitarrista Narqath e o baterista Kalma (mais tarde conhecido como VRTX e V-Khaoz). Varjoherra juntou à horda como vocalista em 1997. Primeira demo foi gravada pouco depois que no final de 1997. Mais duas demos ("Noituuden Torni" e "Kristinusko Liekeissä" foram registrados em 1998, bem como a estréia 7 "EP" Harmagedon " que foi lançado pela Aftermath Música .


O álbum de estréia "Mustamaa" foi lançado no Verão de 1999 por Melancolia Productions (mais tarde conhecidos como ISO666). O álbum foi lançado originalmente apenas em vinil limitada (300 cópias), mas mais tarde foi re-lançado também em CD pela ISO666. Apenas alguns meses depois, o segundo longa-metragem foi gravado, intitulado "Helvetin Yhdeksän Piiriä". Os 2 primeiros álbuns destaque principalmente material de demonstração regravada, assim, o espaço rápida entre as gravações e lançamentos. "Helvetin Yhdeksän Piiriä" saiu por brasileiros mal Horde Records em Dezembro de 1999. O ano de 2000 viu os lançamentos de dois CDs de divisão ", Helwettiläinen" 7 "e uma coleção de faixas raras e de demonstração" Deathkult MMDCLXVI ". Faixas Azaghal do dois CD split (com Mustan Kuun Lapset e decapitado Cordeiro) também foram lançados em 12 "vinil chamado" Ihmisviha "por Blut & Eisen. No início de 2001 JL Nokturnal (que apareceu na maioria das versões anteriores, como membro de sessão) se juntou Azaghal como um guitarrista / baixista e gravamos nosso terceiro álbum completo "dos animais e Urubus", em Março de 2001. Após alguns atrasos "Of Beasts e Urubus" foi finalmente lançado ao longo de um ano depois, na Primavera de 2002. Após este membro fundador álbum eo baterista V-Khaoz foi expulso da banda por causa do aumento dos conflitos, tanto a nível pessoal e musical.


Em 2002-2003 Azaghal gravou mais material para lançamentos de divisão e assinou um acordo com a já familiar Aftermath Music for o lançamento de um novo MCD e de corpo inteiro. O resultado foi a limitada "kyy" MCD e nosso álbum mais cru e niilista até à data, "Perkeleen Luoma". Estes dois lançamentos também foram lançadas como 2LP por Martelo finlandês of Hate. Nós não sentimos a necessidade de encontrar um novo baterista, neste momento, de modo que essas versões foram gravadas com uma bateria eletrônica (aka Unhuman Warmachine) para dar as gravações atmosfera mais fria e desumana. Após quase 10 anos de existência e uma abordagem muito negativo para shows o tempo todo, eles finalmente decidiu começar a tocar ao vivo em 2004, portanto TM Blastbeast (aka Teemu Mutka, ex-Deep Red, Nerlich etc) foi trazido para lidar com a tambores. Sua primeira aparição ao vivo foi no Under The Black Sun Festival na Alemanha no Verão de 2004. Eles têm desempenhado shows aleatórios desde então. Mais tarde, em 2004, a banda assinou com a gravadora atual Avantgarde Music e gravou, provavelmente, o álbum "Codex Antitheus". Em apoio a esta eles tocaram mais alguns shows em 2005 (na Suíça e Itália). Em 2006 Azaghal registrou o segundo álbum Avantgarde Music ", Luciferin Valo". Este álbum viu mais de uma volta ao básico aproximar tanto na escrita da canção simplificado e produção mais crua. Após as gravações substituíram TM Blastbeast atrás da bateria com Chernobog (também em Kingdom of Agony). Dois anos mais tarde Varjoherra declarou que não tinha mais tempo para fazer shows e gravar álbuns, além disso, por isso ele foi substituído por Niflungr com quem também começou um outro projeto chamado Black Bênção. Doravante Niflungr está fazendo o trabalho como cantora, mas o não impede que Vorjaherra não é ainda parte da banda. Em 2008, "Omega" vê a luz do dia através de moribundos registros na Europa e via Paranoid Records, em Brasil. Simplesmente um ano depois Azaghal gravado outro álbum, chamado "Teraphim" em que foi publicada uma nova versão de seu clássico "kyy".


Fotos: